*** WONDERLICIOUS ***
'S Wonderful! 'S Marvelous! You should care for me! 'S awful nice! 'S paradise! 'S what I love to see!
Sexta-feira, Junho 01, 2012
Quarta-feira, Maio 30, 2012
Quinta-feira, Maio 24, 2012
66
Ele me observa.
Me ajuda.
Me critica.
Me ama.
Me liga.
É paciente, generoso.
Tem bom senso.
É justo.
Nunca ergueu a mão.
Gosta de abacate.
Churrasco.
Rádio.
Futebol.
Caminhada depois do almoço.
( Pra digerir, sabe como é.)
Tem sardinhas pelo rosto e pelos braços.
É baixinho.
Gringo.
Tem olhos castanhos claros.
Quando eu o conheci tinha madeixas avermelhadas e crespas.
É engraçado.
A barba dele era ruiva.
Me tira do sério com brincadeiras de guri.
Gosta de video game.
Quebra cabeça.
Jogos de memória e fotografia.
Sabe tudo sobre água.
Viveu dela.
Era esquerdista.
Se decepcionou.
Fala muito.
Pergunta muito.
É geminiano.
E isso pouco importa.
Tem caráter.
É bonzinho demais.
É fera em números, gráficos, desenhos.
É orgulhoso.
Me liga todos os dias.
É importante.
Presente.
E eu morro de saudades.
Ama a vida.
Reclama dela.
Gosta de vinho branco.
E de cerveja preta.
Torce para um time horrível.
Mas me deu a vida.
E hoje, eu é quem celebro a vida dele:
66 anos.
Parabéns Papai!
E mesmo longe saiba que EU TE AMO MUITO!
E para sempre.
Me ajuda.
Me critica.
Me ama.
Me liga.
É paciente, generoso.
Tem bom senso.
É justo.
Nunca ergueu a mão.
Gosta de abacate.
Churrasco.
Rádio.
Futebol.
Caminhada depois do almoço.
( Pra digerir, sabe como é.)
Tem sardinhas pelo rosto e pelos braços.
É baixinho.
Gringo.
Tem olhos castanhos claros.
Quando eu o conheci tinha madeixas avermelhadas e crespas.
É engraçado.
A barba dele era ruiva.
Me tira do sério com brincadeiras de guri.
Gosta de video game.
Quebra cabeça.
Jogos de memória e fotografia.
Sabe tudo sobre água.
Viveu dela.
Era esquerdista.
Se decepcionou.
Fala muito.
Pergunta muito.
É geminiano.
E isso pouco importa.
Tem caráter.
É bonzinho demais.
É fera em números, gráficos, desenhos.
É orgulhoso.
Me liga todos os dias.
É importante.
Presente.
E eu morro de saudades.
Ama a vida.
Reclama dela.
Gosta de vinho branco.
E de cerveja preta.
Torce para um time horrível.
Mas me deu a vida.
E hoje, eu é quem celebro a vida dele:
66 anos.
Parabéns Papai!
E mesmo longe saiba que EU TE AMO MUITO!
E para sempre.
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priscillismos
Segunda-feira, Maio 21, 2012
Domingo, Maio 20, 2012
Me identifico
Estrela, estrela
Como ser assim
Tão só, tão só
E nunca sofrer
Brilhar, brilhar
quase sem querer
Deixar, deixar,
Ser o que se é
No corpo nu
Da constelação
Estás, estás
Sobre um mas das mãos
E vais e vens
Como um lampião
Ao vento frio
De um lugar qualquer
É bom saber
Que és parte de mim
Assim como és
parte das manhãs
Melhor, melhor
É poder gozar
Da paz, da paz
Que trazes aqui
Eu canto, eu canto
Por poder te ver
No céu, no céu
Como um balão
Eu canto e sei
Que também me vez
Aqui, aqui
Com essa canção
Quinta-feira, Maio 17, 2012
Quarta-feira, Maio 16, 2012
Jornalismo, vale a pena, vale a vida
Essa é a minha vida: a aventura do jornalismo! A arte de contar histórias, o calor da hora, o cabelo que fica descabelado, a correria atrás de uma vítima, a necessidade de ter todas as imagens, lances, momentos, a tensão, o calor da hora. Tudo isso corre nas minhas veias e, quando vai ao ar, dá gosto, muito gosto de ser repórter e noticiar o que há de mais importante para o Brasil e o mundo. Hoje, por pouco, não foi uma tragédia.
Terça-feira, Maio 15, 2012
Branquíssimos
Me diziam: parecem marfins de elefantes africanos.
E eu sempre acreditei. Mesmo não me impressionando facilmente. O problema é que reparo em tudo. Tudo mesmo. E nessas observações tão atentas já cheguei a conclusão de que só a inteligência é afrodisíaca. Ah, tem o humor - é claro - afinal, ele é a última trincheira de resistência à chatice que o mundo moderno nos oferece.
Na babilônia de asfalto e cimento não é diferente.
Vejo todos. Sento do lado direito dos táxis.
No lado esquerdo das viaturas.
E na frente dos que me interessam.
Gosto do estilo, das ruas.
Dos jovens, dos loucos.
Menos dos solitários.
Ahhh...
Convescotes?
Não sei. Lá nas minhas bandas é diferente.
E o problema não é o tamanho.
Grande mais, barulhenta demais.
Não!
Tem vezes que me sinto um restaurante vazio.
Mesas postas, pratos brancos.
Guardanapo dobrado no capricho.
Sempre na espera de alguém que nunca chega.
Não achei vinho orgânico. Ainda não cheguei nos redutos mais interessantes.
Não vi nada.
E apesar do tempo, do trabalho e da solidão, gosto de rir.
E como!
E até agora a única coisa que me impressionou ou será que assustou?!
Foi o riso.
1,2,3
Plim-plim
É que o deles era branco, puríssimo.
Propaganda de dentadura.
Devem gastar muito tempo
Ou até mesmo o pouco que resta
Na cadeira do dentista.
Na babilônia de asfalto e cimento não é diferente.
Vejo todos. Sento do lado direito dos táxis.
No lado esquerdo das viaturas.
E na frente dos que me interessam.
Gosto do estilo, das ruas.
Dos jovens, dos loucos.
Menos dos solitários.
Ahhh...
Convescotes?
Não sei. Lá nas minhas bandas é diferente.
E o problema não é o tamanho.
Grande mais, barulhenta demais.
Não!
Tem vezes que me sinto um restaurante vazio.
Mesas postas, pratos brancos.
Guardanapo dobrado no capricho.
Sempre na espera de alguém que nunca chega.
Não achei vinho orgânico. Ainda não cheguei nos redutos mais interessantes.
Não vi nada.
E apesar do tempo, do trabalho e da solidão, gosto de rir.
E como!
E até agora a única coisa que me impressionou ou será que assustou?!
Foi o riso.
1,2,3
Plim-plim
É que o deles era branco, puríssimo.
Propaganda de dentadura.
Devem gastar muito tempo
Ou até mesmo o pouco que resta
Na cadeira do dentista.
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jornalismo,
Meu mundo,
priscillismos,
Road Trippin,
vida de repórter
Segunda-feira, Maio 14, 2012
Domingo, Maio 13, 2012
Para sempre
Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
Sexta-feira, Maio 11, 2012
Quinta-feira, Maio 10, 2012
Segunda-feira, Abril 30, 2012
Quarta-feira, Abril 25, 2012
Terça-feira, Abril 24, 2012
Terça-feira, Abril 17, 2012
Segunda-feira, Abril 16, 2012
Domingo, Abril 15, 2012
Terça-feira, Abril 10, 2012
Descemos quietos
Despretensioso.
Curto.
Inexpressivo.
É isso. Isso que posso dizer dele.
Tudo aconteceu numa fração de segundos.
Foi de repente.
Depois de 28 anos e 8 meses.
Ele tinha que aparecer.
De relance.
Quebrando toda a minha história.
Talvez mudando o rumo da minha vida.
Era como uma afronta, uma humilhação.
A primeira vez?!
A do primeiro sentimento de raiva.
Que seria uma mistura de susto com perplexidade.
Foi quase um pesadelo.
Nos cruzamos no elevador.
Frente a frente.
Olhos grudados no espelho.
Não acreditando que aquilo estava acontecendo.
Ele e eu.
Eu e ele.
Não estávamos sozinhos.
Tentamos nos controlar.
Eu mais ainda.
Essa fúria espartana louca para se tornar realidade.
Mãos firmes.
Térreo.
Descemos quietos.
Ainda em choque.
Algumas horas se passaram.
Tentei esquecer do assunto.
Voltei. Pensei que nunca mais o veria.
Ledo engano.
O raio caiu duas vezes no mesmo lugar.
Eu entrei no elevador.
Ele comigo.
Mais uma vez.
Ele e eu.
Eu e ele.
Decidi tomar uma atitude.
Aproximei meu rosto ao máximo.
Fitei o espelho.
Não acreditando no que via.
Forcei a retina.
Subi as mãos.
Como se estivesse sendo assaltada.
A surpresa me embasbacou na primeira vez.
Mas naquele momento foi diferente.
Tomei coragem.
Movimentos bruscos.
Um busca certeira.
Olhos como se fossem lupas.
Dedos rápidos e uma confirmação..
Aquilo era ele.
Ele mesmo.
O meu primeiro (e mísero) fio de cabelo branco.
Curto.
Inexpressivo.
É isso. Isso que posso dizer dele.
Tudo aconteceu numa fração de segundos.
Foi de repente.
Depois de 28 anos e 8 meses.
Ele tinha que aparecer.
De relance.
Quebrando toda a minha história.
Talvez mudando o rumo da minha vida.
Era como uma afronta, uma humilhação.
A primeira vez?!
A do primeiro sentimento de raiva.
Que seria uma mistura de susto com perplexidade.
Foi quase um pesadelo.
Nos cruzamos no elevador.
Frente a frente.
Olhos grudados no espelho.
Não acreditando que aquilo estava acontecendo.
Ele e eu.
Eu e ele.
Não estávamos sozinhos.
Tentamos nos controlar.
Eu mais ainda.
Essa fúria espartana louca para se tornar realidade.
Mãos firmes.
Térreo.
Descemos quietos.
Ainda em choque.
Algumas horas se passaram.
Tentei esquecer do assunto.
Voltei. Pensei que nunca mais o veria.
Ledo engano.
O raio caiu duas vezes no mesmo lugar.
Eu entrei no elevador.
Ele comigo.
Mais uma vez.
Ele e eu.
Eu e ele.
Decidi tomar uma atitude.
Aproximei meu rosto ao máximo.
Fitei o espelho.
Não acreditando no que via.
Forcei a retina.
Subi as mãos.
Como se estivesse sendo assaltada.
A surpresa me embasbacou na primeira vez.
Mas naquele momento foi diferente.
Tomei coragem.
Movimentos bruscos.
Um busca certeira.
Olhos como se fossem lupas.
Dedos rápidos e uma confirmação..
Aquilo era ele.
Ele mesmo.
O meu primeiro (e mísero) fio de cabelo branco.
Segunda-feira, Abril 09, 2012
Bom dia, tristeza
Em desacordo.
O silêncio.
A quietude branca.
O sofá vazio.
Era feliz.
Haviam flores.
A espera infantil de uma presença.
A ciência.
O sentimento.
Há eu.
Aqui.
Repito.
A palavra amor.
O silêncio.
A quietude branca.
O sofá vazio.
Era feliz.
Haviam flores.
A espera infantil de uma presença.
A ciência.
O sentimento.
Há eu.
Aqui.
Repito.
A palavra amor.
Domingo, Abril 08, 2012
Quinta-feira, Abril 05, 2012
A finlandesa
Sou uma ex-motorista. Não, não é bem isso. Não sou "ex" como se é ex-mulher, ex-presidente, ex-madrinha da bateria. Na verdade, nunca ocupei o cargo. Tirei a carteira, dei umas voltinhas, suei frio na Ipiranga uma meia dúzia de vezes e desisti. Tirei meu calhambeque da chuva. Não é pra mim. Tchau. Fui.
Dizendo assim, "e desisti", parece que foi fácil. Não foi. Admitir o fracasso, resignar-se a ele, foi uma pedreira existencial. É duro dar marcha a ré em uma decisão. Custou noites e noites de sono e um fio de cabelo branco que eu batizei de "primeira marcha". Amigos e parentes motoristas, generosamente, fizeram preleções de todos os tipos para me convencer a continuar tentando. O tipo motivador: "Vai em frente, guria. Isso é moleza pra ti". O tipo exemplar: "Eu era bem assim no início". O tipo solidário: "Eu dou umas voltinhas contigo". O tipo autoritário: "Nem se atreva a desistir agora, sua biltre".
Diante do fato consumado, porém, fez-se um inesperado silêncio. O pior tipo de silêncio: o de piedade. Como se estivesse claro que eu tinha uma disfunção motora grave, um bloqueio psicológico oculto, uma fraqueza de vontade vexatória. Olhavam e inclinavam a cabeça pro ladinho. Alguns suspiravam. Mas mesmo me sentindo da altura de um pára-choque de Fuca, segurei o tranco. Quem disse que eu não tenho força de vontade? Cheguei ao inacreditável paradoxo de me orgulhar da minha coragem para abraçar o fracasso. Inventei o fracasso triunfante.
É verdade que eu não levo muito jeito pra coisa - fazer o quê? Até para regar canteiro é preciso técnica e uma certa manha. Mas o que definiu realmente a partida não foi (apenas) a minha falta de talento. O que mais me incomodou foi o climão geral do negócio, a "vibe" - as manobras desnecessariamente arriscadas, a impaciência, a violência implícita no processo todo. Cheguei à conclusão de que eu queria incluir isso na minha vida tanto quanto eu gostaria de acompanhar a próxima temporada do campeonato mundial de boxe. Não, obrigada, fica para a próxima encarnação.
Será que estou exagerando? Será que isso é só desculpa para justificar o meu fracasso triunfante? Pode ser. Mas a excelente reportagem sobre violência no trânsito me deu alguns bons argumentos. A jovem finlandesa que percorreu algumas das zonas mais congestionadas da Capital e se chocou com a selvageria do trânsito gaúcho disse tudo: "Eu não conseguiria dirigir aqui". Viram? Bingo! A solução pra mim é mudar para a Finlândia. Ou continuar filando carona.
Claudia Laitano - que assim como eu detesta dirigir!
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